Encomendas e reformas de Imagens Sacras

Encomendas e reformas de imagens simples e bordadas COM APLICAÇÃO DE FOLHA DE OURO e produção de alfaias e paramentos pintados a mão.
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sexta-feira, 13 de julho de 2012

SANTO HENRIQUE E SANTA CUNEGUNDES



Santo Henrique e Santa Cunegundes

13 de Julho




Muitos acusam a Idade Média como um "tempo de trevas" na História, e não tem como não pensar isto se não abrirmos os olhos e olharmos para o alto, pois neste lugar é que se encontram as luzes deste período, ou seja, os inúmeros santos e santas. Henrique e Cunegundes fazem parte deste "lustre", pois viveram uma perfeita harmonia de afetos, projetos e ideais de santidade.

Henrique era filho de duque e nasceu num castelo na Alemanha em 973. Pertencia à uma família santa e por isso foi educado também por cônegos e, mais tarde, pelo bispo de Ratisbona, adquirindo assim toda uma especial formação cristã. Conta-se que espiritualmente ele preparou-se intensamente para assumir o trono da Alemanha, mas isto sem saber, pois ainda jovem sonhara com estas breves palavras: "Entre seis"; e com isto interpretou primeiramente que teria seis dias antes de morrer, mas, como não aconteceu, preparou-se em vista de seis meses e em seguida seis anos até, por Providência, assumir o reinado.

No caso de Henrique o adágio de que "por trás de um grande homem está uma grande mulher" funcionou, pois casou-se com a princesa de Luxemburgo, Cunegundes, uma mulher de muitas virtudes e inúmeros dons ao ponto de ajudar por 27 anos seu esposo na organização do império e implantação do Reino de Deus. Com a morte de Henrique II e seu reconhecimento de santidade, Conegundes foi morar num mosteiro, onde cortou o cabelo, vestiu hábito pobre e passou a obedecer suas superioras até ir ao encontro de Henrique no céu, isto quando tinha 61 anos. Sendo assim, ambos morreram sob a coroa de Sacro Romano no império terrestre e a coroa da Glória no império celeste.

SÃO CAMILO DE LELLIS



Pertencente de uma nobre e tradicional família, Camilo de Lellis foi militar e pelo seu caráter, expulso da tropa. Viciado em jogo, levava vida profana e decadente. Perdeu todos os seus bens. No momento mais melancólico de sua vida, em uma situação de mendicância, Camilo foi tocado pela graça divina, arrependendo-se de todos os seus pecados, passando a dedicar sua vida a servir, por espírito de caridade, aos doentes pobres em hospitais. E diante de tanta dedicação, fundou a Companhia dos Servidores dos Enfermos, conhecidos como Camilianos. E não é por menos que tornou-se patrono dos enfermos e dos hospitais.
Seu sobrenome remonta à história da igreja, época de Teodoro de Lellis, o Cardeal Pio II. Mas São Camilo de Lellis fez a própria história e deixou sua fé e sua dedicação aos enfermos disseminadas por todo o mundo.
São Camilo era italiano de Abruzzo, mas precisamente da cidade de Bucchianico. Em 1550, ano de seu nascimento, sua família carregava no sangue virtude, coragem e brio dos que lutaram nas Cruzadas.
Seu nascimento coroou o casamento de tantos anos da senhora Camila, a mãe, que até os 60 anos de idade não tinha conseguido dar um herdeiro ao esposo João.

Vida Voluntária


E foi com 17 anos que Camilo alistou-se como voluntário no exército de Veneza. Naquela época, pôde conviver com o drama dos enfermos que agonizavam diante de várias doenças. Foi dessa época também que Camilo passou a viver com uma dolorosa úlcera no pé, que o acompanhou até o último dia de vida. Nesse período, também sofreu a perda do pai e sua vida enveredou-se para os prazeres mundanos, como o da jogatina.
A vida de Camilo mudou completamente. Sofreu diante da falta de condições financeiras e de saúde. Doente, não conseguiu local para internar-se, o que o fez partir para Roma, pedindo auxílio no Hospital Santiago, justamente para tratar da chaga no pé direito. Camilo não tinha dinheiro para pagar o tratamento e ofereceu-se para trabalhos de servente e de enfermeiro.
Camillus de Lellis - 1550-1614 Mal cicatrizada a ferida, Camilo, sem nenhum recurso financeiro, soube que o país recrutava voluntários para combater os turcos. E lá foi ele. Não parou tão cedo. Em 1573, mais um combate. Neste ano, quase restabelecido economicamente, Camilo, mais uma vez, rendeu-se aos prazeres mundanos e atirou-se aos jogos. Perdeu tudo. Ficou a zero, reduzido à miséria. Retornou a Nápoles e prometeu se fazer religioso franciscano.
Um ano depois, Camilo esqueceu-se do voto que fizera de se tornar religioso franciscano e mergulhou novamente no jogo. O jogo e a bebida tornaram-se vícios em sua vida. Ficou novamente na miséria. Partiu para Veneza. Passou frio e fome. Não tinha onde morar, nem dormir. Em uma das derrotas no jogo, deu como pagamento a própria camisa. Depois de muito perambular, conseguiu abrigo no convento dos capuchinhos, momento em que lembrou do voto de tornar-se religioso. Converteu-se realmente.
Cumpriu Abnegado Sua Missão

Camilo retornou ao Hospital Santiago, desta vez como mestre da casa. Apesar de doente, tratou dos enfermos como de si. Em 1581, com a saúde precária, decide tratar dos doentes gratuitamente. Na época, Camilo foi levado a agir assim diante da exploração, desonestidade e falta de escrúpulos dos médicos para com os doentes. Em 1582, Camilo teve a primeira inspiração de instituir uma companhia de homens piedosos que aceitassem, generosamente, a missão de socorrer os pobres enfermos, sem preocupação de recompensa. O Papa Sisto V aprova os regulamentos da companhia em 18 de Março de 1856.
Aos 32 anos voltou aos estudos sob orientação de São Felipe de Neri, sendo ordenado sacerdote aos 34 anos. A sua companhia rapidamente se distingue pela caridade no tratamento de doentes. em 21 de Setembro de 1591, o Papa Gregorio XIV a reconhece como ordem religiosa. Em 8 de Dezembro de 1591, Camilo e seus companheiros fazem a sua profissão de fé, incluindo um quarto voto de dedicação aos doentes, ainda que com risco de sua própria vida.
Na guerra que logo em seguida houve na Hungria, os "Camilianos" trabalharam como primeira unidade médica de campo, cuidando dos feridos.
Não bastou a Camilo tomar consigo apenas bons enfermeiros e alguns até médicos, os doentes careciam também de assistência religiosa. É evidente que a alma bem cuidada dispõe melhor o corpo para suportar os sofrimentos e sobrepor-se à doença. Vale destacar que antes de ser santo, Camilo não tinha qualquer ligação de fé no Senhor.
Segundo relato de um companheiro, "[Camilo] Contemplava nos doentes, com tão sentida emoção, a pessoa de Cristo que, muitas vezes, quando lhes dava de comer, pensando serem outros cristos, chegava a pedir-lhes a graça e o perdão dos pecados. Mantinha-se diante deles com tanto respeito, como se estivesse realmente na presença do Senhor. De nada falava com mais frequencia e com mais fervor do que da santa caridade. O seu desejo era imprimi-la no coração de todos os homens".
Muito doente, Camilo renunciou ao cargo de Superior Geral de sua Ordem Religiosa em 1607.
Faleceu em Roma aos 14 de julho de 1614. Sua festa é celebrada aos 14 de julho, data de sua morte.
Nos primeiros dias de julho de 1614, já no seu leito de morte, recebeu a última comunhão e deixou as seguintes recomendações:
"Observai bem as regras. Haja entre vós uma grande união e muito amor. Amai, e muito, a nossa Ordem, e dedicai-vos ao apostolado dos enfermos. Trabalhai com muita alegria nesta vinha do Senhor. Se Deus me levar para o Céu, vos hei de ajudar muito de lá. As perseguições que sofreu nossa obra vieram do ódio que o demônio tem ao ver quantas almas lhe escaparam pelas garras. E já que Deus se serviu de mim, vilíssimo pecador para fundar miraculosamente esta Ordem, Ele há de propagá-las para o bem de muitas almas pelo mundo inteiro. Meus padres e queridos irmãos: eu peço misericórdia a Deus e perdão ao padre Geral aqui presente e a todos vós, de todo mau exemplo que eu pudesse ter dado, talvez mais pela minha ignorância, do que pela má vontade. Enfim, eu vos concedo da parte de Deus, como vosso Pai, em nome da Santíssima Trindade e da bem-aventurada Virgem Maria, a vós aqui presentes, aos ausentes e aos futuros, mil bênçãos".

Camilo de Lellis morreu no dia 14 de julho de 1614. Seu féretro foi marcado por muita comoção e acompanhado por uma multidão. Mas um milagre era visto naquele dia: enquanto preparavam o corpo de Camilo para o funeral, os médicos, estarrecidos, notaram que a chaga havia desaparecido.
Em 1746, durante uma festa dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, o Papa Bento XIV, no dia 29 de junho, declara Santo o nome de Camilo de Lellis.

Em 1886, Leão XIII declarou São Camilo, juntamente com São João de Deus, Celestes protetores de todos os enfermos e hospitais do mundo católico

SÃO CAMILO ! ROGAI POR NÓS.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Nossa Senhora Carmo (Monte Carmelo)



MONTE CARMELO ONDE SE DEU A APARIÇÃO DE NOSSA SENHORA 











A Medalha de São Bento


Nas antigas medalhas aparece, rodeando a figura do santo, este texto latino em frase inteira: Eius in obitu nostro presentia muniamur. "Que a hora de nossa morte, nos proteja tua presença". Nas medalhas atuais, frequentemente desaparece a frase que é substituída por esta: Crux Sancti Patris Benedicti, ou todavia, mais simplesmente, pela inscrição: Sanctus Benedictus.
  • Em cada um dos quatro lados da cruz: C. S. P. B. Crux Sancti Patris Benedicti. Cruz do Santo Pai Bento
  • Na vertical da cruz: C. S. S. M. L. Crux Sacra Sit Mihi Lux. Que a Santa Cruz seja minha luz
  • Na horizontal da cruz: N. D. S. M. D. Non Draco Sit Mihi Dux. Que o demônio não seja o meu guia
  • Começando pela parte superior, no sentido do relógio: V. R. S. Vade Retro Satana. Afasta-te Satanás – N. S. M. V. Non Suade Mihi Vana. Não me aconselhes coisas vãs – S. M. Q. L. Sunt Mala Quae Libas. É mau o que me ofereces – I. V. B. Ipse Venena Bibas. Bebe tu mesmo teu veneno
Na parte superior, em cima da cruz aparece a palavra PAX e nas mais antigas IESUS

Sem dúvida a medalha de São Bento é uma das mais veneradas pelos fiéis. A ela se atribuem poder e remédio, seja contra certas enfermidades do homem e animais, ou contra os males que podem afetar o espírito, como as tentações do poder do mal. É frequente também colocá-la nos cimentos de novos edifícios como garantia de segurança e bem-estar de seus moradores.
A origem desta medalha se fundamenta em uma verdade e experiência do cunho espiritual que aparece na vida de São Bento tal como a descreve o papa São Gregório no Livro II dos Diálogos. O pai dos monges usou com frequência do sinal da cruz como sinal de salvação, de verdade, e purificação dos sentidos. São Bento quebrou o vaso que continha veneno com o sinal da cruz feito sobre ele. Quando os monges eram perturbados pelo maligno, o santo mandava que fizessem o sinal da cruz sobre seus corações. Uma cruz era o selo dos monges na carta de sua profissão quando não sabiam escrever. Tudo isso não faz mais que convidar seus discípulos a considerar a santa cruz como sinal benfeitor que simboliza a paixão salvadora do Senhor, porque se venceu o poder do mal e da morte.
A medalha tal como hoje a conhecemos, remonta ao século XII ou XIV ou talvez a uma época anterior de sua história. No século XVII, em Nattenberg, na Baviera, em um processo contra umas mulheres acusadas de bruxaria, elas reconheceram que nunca haviam podido influir malignamente contra o mosteiro beneditino de Metten porque estava protegido por uma cruz. Feitas, com curiosidade, investigações sobre essa cruz, descobriram que nas paredes do mosteiro estavam pintadas várias cruzes com algumas siglas misteriosas que não puderam ser decifradas. Continuando a investigação entre os códices da antiga biblioteca do mosteiro, foi encontrada a chave das misteriosas siglas em um livro do século XIV. Assim sendo, entre as figuras aparece uma de São Bento segurando com a mão direita uma cruz que continha parte do texto que se encontrava só em suas letras iniciais nas hastes das cruzes pintadas nas paredes do mosteiro de Metten, e na esquerda portava una bandeirola com a continuação do texto que completava todas as siglas até àquele momento misteriosas.
Muito mais tarde, já no século XX, foi encontrado outro desenho em um manuscrito do mosteiro de Wolfenbüttel representando um monge que se defende do mal, simbolizado numa mulher com uma cesta cheia de todas as seduções do mundo. O monge levanta contra ela uma cruz que contém a parte final do texto. É possível que a existência de tal crença religiosa não seja fruto do século XIV senão muito anterior.
O papa Clemente XIV, em março de 1742, aprovou o uso da medalha que havia sido tachada anteriormente, por alguns, de superstição. Dom Gueranger, liturgista e fundador da Congregação Beneditina de Solesmes, disse que o costume de a imagem de são Bento aparecer com a santa Cruz, confirma a força que esse poder obteve em suas mãos. A devoção dos fiéis e as muitas graças obtidas por ela é a melhor mostra de seu autêntico valor cristão.



sábado, 7 de julho de 2012

Imagem de Nossa Senhora do Rosário que pintei

 a imagem é de resina tem 1m e foi pintada com tinta a base de água e acabamento em purpurina e betume.





domingo, 1 de julho de 2012

ARTE SACRA


 Arte da
 Imaginaria Sacra da Igreja Católica Apostólica Romana

As cores dentro da igreja, tal como seus símbolos e gestos é de extrema importância e significado, sendo em sua natureza inalteráveis.
A arte sacra é definida em seus templos, pinturas, ícones, objetos litúrgicos, alfaias, paramentos e na Imaginária Sacra (imagens de veneração).
Esta ultima esta presente nos templos, nas comunidades religiosas, e nas casas de fiéis. É de um livre acesso para todos, para nos motivar e ajudar em nossas orações, enquanto cristãos que espera estar um dia face a face com Cristo e ao lado de Sua Mãe Santíssima e de seus eleitos (santos).
Mas as imagens não somente são peças de matérias diversas, mas também é historia e devoções por isto devem ser respeitadas com temor, pois se trata de uma representação de algo ou alguém que se encontra ao lado de Deus, são imagens de pessoas humanas ou celestes, que nos encaminha pra chegar a uma vida santa em Cristo por meio de seus exemplos de vida e através de sua intercessão a Deus.

Importância da imaginária sacra
Nem santos anjos ou suas imagens realizam qualquer milagre, o milagre é a graça de Deus, que Ele em sua bondade faz-nos receber por intermédio daqueles aos quais Ele acolheu ao seu lado. A imagem é apenas a representação sacra, mas porem não deixa de ser sagrada, pois é ofertada e consagrada a Deus.
Imagem sacra não deve de forma alguma servir para ornamentar uma casa, salão ou qualquer estabelecimento de comercio ou moradia. Deus, a Virgem Maria e Seus Santos não são bonecos materializados nas imagens, imagem tal como a cruz é a exposição publica de nossa fé em Cristo, é arte sagrada e deve ser respeitada em sua origem, cor e forma. Quando colocamos a arte sacra com objetivo de ornamentar, não recebemos de Deus as suas graças mas zombamos de seu Nome, uma imagem não é um cavalo,uma flor ou um objeto qualquer.

Origem da imaginaria na Igreja
Desde os primórdios da igreja, ainda com os apóstolos já se era notável a representação de imagens e símbolos para indicar os locais de reunião do povo de Deus, com a perseguição as igrejas da época para se disfarçar dentre as casas comuns, mas também para marcar o átrio da comunhão, empregava em seus templos símbolos, como o Peixe, o Cordeiro, o Pelicano, o Cristo grama e principalmente a Cruz.
A Cruz é a imagem maior, símbolo e brasão de todo o Cristianismo, deve ser venerado em sentido de Látria, pois nela encontramos Cristo em sua paixão e ressurreição.Dentro das catacumbas encontramos pinturas de representações da vida de Cristo e dos Santos.



CRISTO
As imagens do Cristo na Cruz são para a igreja sinal de um amor e de uma aliança que Deus faz com a humanidade, o Cristo crucificado não é uma imagem de dor, mas da redenção humana, deve nos trazer paz, contrição de nossos pecados, arrependimento e alegria por saber o quanto Deus nos ama. Suas chagas principais são 7 e devem ser destacadas na imaginaria :coroa de espinhos,
Chagas das Mãos, Pés, Lado esquerdo, ombros, articulações e as marcas dos flagelos.   
CRISTO ERA JUDEU, TAL COMO SEUS DESCENDENTES SUA RAÇA ERA DE PELE MORENA A ESCURA, CABELOS CASTANHOS E OLHOS CASTANHOS, a visão europeia de Cristo e seus preconceitos raciais difundiram sobre o mundo uma imagem de Cristo de cabelos, pele e olhos claros, não que seja errado, ele ser desta forma, pois Cristo esta nas diferentes raças e culturas.



Obs.: as imagens do Cristo na Cruz de olhos abertos, não devem possuir a ferida do lado esquerdo, pois ela foi aberta  minuto após  a sua morte, há não ser que a imagem represente uma aparição como o Bom Jesus do Monte Alvernne.

Cores
Mas vamos ao que nos interessa nesta postagem, as cores na imaginaria.
Como disse no inicio da postagem tudo tem um porque , um pra que e um para quem ,com texto contexto e pretexto.
A historia das cores dentro da cultura crista deve ter inicio antes de Cristo, pois é fato que Ele era Judeu, tal como seus familiares, apóstolos e discípulos.
Na cultura judaica as cores diziam muito das pessoas, como seu estado financeiro e religioso.
Cores como o violeta, roxo, azul, carmim, vinho, vermelho, marrom, verde, branco,dourado etc...
Vamos entender:
As virgens da época usavam dentro e fora do templo de Jerusalém uma túnica de cor vermelha, esta cor era rara e de valor alto tal como a virgindade, deveria ser respeitada e lhes garantiam também a entrada no Templo, pois os sacerdotes saberiam que não se tratavam de prostitutas.

O azul é símbolo da maternidade , as mulheres usavam o azul durante e após a gestação. Este fato nos mostra com clareza a origem das vestes de Maria .

A Virgem Maria , por ser virgem usa a túnica vermelha destinada às virgens, e em contraposição o manto azul usado pelas mães. Maria é a Mãe Virgem de Nosso Senhor, sem a mancha do pecado, que é confirmado em seu véu branco.


 O branco
O branco é a cor do arrependimento , da purificação , santificação e da pureza de espírito. É a cor da Nova Vida, a cor maior, junção de todas as cores, representa uma vida transcendente, isenta do pecado. Também se refere ao transcendente, ou seja, a divindade de Deus.
 Cristo usa a tunica branca remetendo a sua divindade, Jesus é Deus. a Virgem é revestida de Cristo é a Mãe de Deus.








A imagem da Virgem pode ser com as cores vermelha, branca e azul, se estiver tratando de uma imagem ou pintura Dela com Seu Filho,  de Sua Imaculada Concepção ou de Sua Conceição .Em algumas aparições da Virgem ela vem trajando estes tons mas também variavam em rosa, violeta ,marrom e creme ou toda em branco.Mas estas outras cores eram dinamizadas no contexto e no pretexto, como no Monte Carmelo, Salete e Auxiliadora.

A Virgem das Dores é composta de tons azul e roxo ou violeta  e preto, tons da liturgia que dinamizam o sentimento de oração e contrição no período da quaresma.

 
Antes de partir para outras cores é interesante saber que para as mulheres é ultilizado os tons quentes a base de vermelho ou marrom e para os homens tons mais frios e opacos  com base de preto. Exemplo
Para homem um roxo mais fraco e escuro com base azul ou preta e para as mulheres um roxo com uma base maior de vermelho .

A cor dourada.

O dourado reflete a luz do sol, desde a antiguidade presumi-se que ele provem da divindade.Representa a Luz de Deus. As imagens de Cristo, Nossa Senhora ,Anjos e dos Santos , tal como os ornatos de uma igreja possuem esta com demostrando a proximidade com Deus.

O vermelho.


Esta cor tem dentro da igreja tripla função mas cada qual em sua devoção própria.
O vermelho é a cor do sangue, remete bem a o ser humano, pode ser no sentido de martírio quanto no sentido de humano ou na virgindade como vimos acima.

Cristo usa o manto vermelho, Jesus é homem encarnado, porem Ele é Deus, Deus Homem ,Homem Deus. Daí o motivo das imagens que representam Jesus usar o Branco e o Vermelho.

Obs: depois da oração no Jardim das oliveiras , Cristo deixa sua Divindade e se torna apenas homem , para sofrer sua paixão e morte, voltando na ressurreição como Cristo Deus de Deus e Luz  de Luz,então as imagens que representão Cristo ganha as cores vermelhas e roxa, e na ressurreição e ascenção Ele é revestido com tecidos brancos , vencedor da morte.

O vermelho também é usado nas imagens dos mártires , santos que recebem a honra de entregar seu sangue por Cristo. As Virgens Martires recebem o Vermelho no duplo sentido, por isso ele é colocado em seu manto , no qual as revestem as cobres e aquece:Santa Catarina de Alexandria, Santa Cecília, Santa Filomena e etc.
Os Santos são independentes a posição da cor, mas como mártires também recebem o vermelho, os apóstolos porem todos devem receber um tom vermelho seja pelo menos as sandálias pois foi sobre eles que Desceu o Espirito Santo.
Vermelho é a plenitude terrena.

Cor Azul


O azul sempre nos faz lembrar-se do céu seja em tons claros ou escuros, ele sempre teve sua origem no divino, é a cor própria de Deus e das pessoas para as quais lhes transmitem a santidade.
 No judaísmo a cor da maternidade, pois não há milagre maior do que a de conceber um filho. É uma cor de beleza e de aspectos promovedores de paz interior.
Jovens santas recebem os mantos azuis claros em simbologia de sua pureza e total entrega a Deus, como foi Santa Maria Gorete.
O roxo
Simboliza o poder, riqueza e o sacerdócio, tal como o recolhimento a psicologia e a responsabilidade por isso é a cor dos chefes de família, os patriarcas e as matriarcas. grandes exemplos de santos que recebem estas cores são: São José, pai nutrício de Jesus, responsável pela guarda da Sagrada Família
Santa Ana, mãe da Virgem Maria, senhora nobre (riqueza e poder) porem de idade avançada, com grande conhecimento (psicologia) pouco firme e fé inabalável.
São Joaquim, pai da Virgem Maria, senhor nobre da casa do Rei Davi, cercado de responsabilidade e temor a Deus em seus recolhimentos espirituais a espera de um milagre tão esperado, pois não tinha filhos e já era de idade bem avançada.
Estas três cores são raras e caras, eram destinadas a pessoas com posse, remetem a realeza, somente os nobres na maioria descendentes de Davi que utilizavam estas cores, em especial Ana e Joaquim, dentro destas podemos definir seus tons como claros e escuros, quentes e frios, como a violeta, a magenta, a púrpura e os vermelhos mais escuros como as pedras de rubi.
 
A cor marrom

A cor marrom remete a humildade, pobreza de espírito e a família, é a cor da terra, que nos lembra que somos pó e para o pó voltaremso, a cor do barro.
Esta presente em santos como : São José, Santa Ana, São Joaquim, São João Batista e em santos do antigo Testamento

 
A cor verde

É a cor da vida sobre a terra renascente para a chegada da primavera(Cristo)
É a cor da mudança de vida, renovação espiritual , a cor dos convertidos.

 
Mas não acaba por ai, tem as cores intermediarias , como o beje, o ocre, o preto ,alaranjado , rosa, amarelo, e variados tons , que remetem a alegria, ao celeste, a humanidade, a castidade ,pureza, a pobreza , a espiritualidade, a contrição a nobreza e ao cargo exercido.
Na próxima veremos cada uma destas cores, onde são empregadas e as mudanças destas representações em Santos após a organização da igreja ,pois as ordens religiosas e os cargos eclesiásticos também possuem suas determinadas cores.