Encomendas e reformas de Imagens Sacras

Encomendas e reformas de imagens simples e bordadas COM APLICAÇÃO DE FOLHA DE OURO e produção de alfaias e paramentos pintados a mão.
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quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Novena em honra de São Braz



Oração preparatória para todos os dias
Ato de amor a Deus
Creio fiel e verdadeiramente no mistério da Santíssima Trindade, Pai, filho e Espírito Santo, três pessoas distintas e um só Deus verdadeiro, em quem confio firmissimamente conseguir a perfeição da dor que tenho de ter ofendido a sua majestade Santíssima, intercedendo aos méritos de meu Senhor Jesus Cristo, os de sua Santíssima Mãe e os de meu glorioso advogado São Brás;
Suplicando ao Senhor que conserve em mim sempre esta fé viva, me dê o perdão de minhas culpas, o remédio de minhas necessidades, e o que peço nesta Novena, sendo para honra sua e bem de minha alma;
Se não, viva resignado em sua santa vontade, como coisa que mais me convém. Amém.
Meditar a continuação a reflexão do dia que corresponda:
Oração final para todos os dias
Dignai-vos, Senhor meu, Pai das misericórdias, e Deus de toda esperança, dignai-vos ouvir a humilde petição de vosso servo Brás, e restitui a este... (adulto, menino ou animal) a saúde e, para que conheça todo o mundo que somente Vós sois o Senhor da morte e a vida, pois Vos sois o soberano de todos, misericordiosamente liberal para com todos quantos invocam vosso Santo nome;
Humildemente vos suplico que todos os que em adiante recorrerem ao Santo para conseguir de Vos, por sua intercessão, a cura de semelhantes doenças, experimentem o efeito de sua confiança, e sejam benignamente ouvidos, e favoravelmente atendidos.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, filho vosso, que sendo Deus vive e reina com Vos em unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém.
Pede-se aqui com fé e confiança ao glorioso São Brás o favor particular que deseja alcançar.
Oração
Santíssimo Pontífice de Deus São Brás, protetor sagrado dos que vos invocam, dado por Deus para que em nossas aflições e quebrantos nos valhamos de vosso poderoso patrocínio.
Eu vos suplico e rogo me alcanceis da piedade e divina, o remédio em minha necessidade, favor que vos peço nesta Novena, e que seja exaltada sua santíssima fé, que dê saúde ao Sumo Pontífice, paz aos Príncipes cristãos, refrigério as Almas do Purgatório, remissão aos que estão em pecado mortal, perseverança na fé, e nos conserve em sua graça, para que possa fazer vos companhia, cantando as divinas adorações pelos séculos dos séculos. Amém.

Primeiro Dia

Altíssimo e misericordioso Deus que estimaste tanto a humildade, que quiseste que vosso Filho Jesus Cristo viesse ao mundo desconhecido, e vivesse depreciado de seu mesmo povo:
Eu te ofereço os méritos de tua humildade e desapreço, de teu invicto mártir São Brás, que se retirando oculto, viveu apartado dos olhos do mundo, conhecido somente das feras;
E te suplico me apartes de todos os perigos que no mundo me ameaçam, e das delícias aparentes que me oferecem para que te sirva com maior perfeição, querendo somente as delícias da glória e me concedas o que te peço nesta Novena para glória e honra vossa. Amém.
Rezar três Pai-Nossos e Ave-Maria em reverência a Santíssima Trindade.
Terminar com a oração final para todos os dias.

Segundo Dia

Oh! Pai de misericórdias e Deus de todo esperança, que o comunicas as almas que te buscam na solidão e retiro, e nos ensinaste com o exemplo de teu filho Jesus Cristo, que se retirava a orar na solidão e no deserto:
Eu te ofereço os méritos de sua elevada Oração, e os de teu esclarecido mártir São Brás, que no retiro da cova se ocupava dia e noite na contemplação das coisas divinas, e em pedir a paz de tua Igreja:
E te suplico me dês um total desapego deste mundo, para que livre e sem ruído possa no retiro de meu coração adora a Deus, e aproveitar de tua santa conversação;
E me concedas o que te peço nesta Novena, para glória e honra vossa. Amém.
Rezar três Pai-Nossos e Ave-Maria em reverência a Santíssima Trindade.
Terminar com a oração final para todos os dias.

Terceiro Dia

Senhor Deus forte e poderoso, que ostentas o poderoso infinito de tua fortaleza;
Eu te ofereço os méritos de teu valoroso mártir São Brás, e a fortaleza e constancia com que se ofereceu aos ministros do tirano que o buscavam, a imitação de teu filho Jesus Cristo, que no horto saiu ao encontro e se ofereceu aos judeus que vinham a prender-Lo:
Eu te suplico me dês uma firme constancia para imitar seus passos, e uma constante fortaleza para fazer face aos perigos que possa ter no mundo para guardar Vos santamente e me concedas o que vos peço nesta Novena para glória e honra vossa. Amém.
Rezar três Pai-Nossos e Ave-Maria em reverência a Santíssima Trindade.
Terminar com a oração final para todos os dias.

Quarto Dia

Único Senhor da criação, Deus zeloso das almas, eu te ofereço os méritos de teu filho Jesus Cristo, que levado do seio de tua casa, veneração e culto de teu nome, enfrentou os sacrílegos que profanavam Vosso templo, e a sua imitação vosso esforçado mártir São Brás desprezou os ídolos do tirano, confessando a Vós Deus único e verdadeiro:
E te suplico pelos méritos de teu valente mártir, me dês a graça para confessar Vosso Santo Nome, e saúde na garganta para bendizer e cantar tuas adorações, e me concedas o que te peço nesta Novena para honra e glória vossa. Amém.
Rezar três Pai-Nossos e Ave-Maria em reverência a Santíssima Trindade.
Terminar com a oração final para todos os dias.

Quinto Dia

Pacientíssimo Deus e Senhor meu, que Por tua infinita caridade enviaste a vosso Unigênito filho a redimir ao mundo a custa de tormentos, açoites e afrontas em um cruz:
Eu te ofereço o Sangue que derramou em toda sua Paixão, e os tormentos e açoites que padeceu vosso escolhido mártir São Brás, quando colocado em um cruz riam e maltratavam seu corpo, gloriando-se de padecer pela confissão da fé:
Eu te suplico me dês paciência em meus tormentos, para que meus quebrantos sejam meritórios e aceitos em vosso amor, até chegar a pátria do descanso, e me concedas o que te peço nesta Novena para, glória e honra vossa. Amém.
Rezar três Pai-Nossos e Ave-Maria em reverência a Santíssima Trindade.
Terminar com a oração final para todos os dias.

Sexto Dia

Liberalíssimo Senhor e Deus de toda a criação, que com altíssima providencia repartes os tesouros que encerras em tuas mãos :
Eu te ofereço os méritos de teu agradecido mártir São Brás, que preso no cárcere aceitou a ajuda da pobre viúva, oferecendo favorecer aos que celebrassem vossa memória, a exemplo de teu filho Jesus Cristo, que agradecido ao obsequio das irmãs de Lázaro, encheu a casa de bênçãos, confortando-as em sua aflição :
Eu te suplico seja eu agradecido a teus favores, para que me empenhando em fazer bem aos pobres e necessitados receba de tua mão os tesouros do céu, e o que te peço nesta Novena para glória e honra vossa. Amém.
Rezar três Pai-Nossos e Ave-Maria em reverência a Santíssima Trindade.
Terminar com a oração final para todos os dias.

Sétimo Dia

Onipotente Senhor do céu e terra, que para mostrar o domínio que tem s sobre os elementos, mandaste a vosso Apóstolo São Pedro vir a Vós seguro sobre as água:
Eu te ofereço os méritos de teu glorioso mártir São Brás, que armado com a sinal da cruz, andava sobre as água como por terra firme, manifestando vossa virtude e poder:
Eu te suplico, que de tal sorte me adorne com esta sagrada insígnia, que me livre dos afogos que me oferece o mar tempestuoso deste mundo, e respire em ti, descanso único em nossa peregrinação, e me concedas o que te peço nesta Novena para a glória e honra vossa. Amém.
Rezar três Pai-Nossos e Ave-Maria em reverência a Santíssima Trindade.
Terminar com a oração final para todos os dias.

Oitavo Dia

Misericordiosíssimo Deus e Senhor meu, que no Nome de Jesus, Vosso Filho, nos deixaste universal medicina para todas nossas doenças, oferecendo a seus Apóstolos que com a invocação deste dulcíssimo nome, curariam todas as enfermidades:
Eu te ofereço os méritos de teu esforçado mártir São Brás, a quem concedeste estando próximo a morte o pedido que te fez de favorecer a todos os que em suas enfermidades e afogos invocassem vosso nome:
Eu te suplico me concedas que traga sempre meus lábios com a invocação destes Nomes, para que menosprezando amarguras do mundo, consiga a saúde do alma e corpo, e o que te peço nesta Novena para glória e honra vossa. Amém.
Rezar três Pai-Nossos e Ave-Maria em reverência a Santíssima Trindade.
Terminar com a oração final para todos os dias.

Nono Dia

Senhor Deus das bem-aventuranças, que com a morte de vosso Unigênito filho Vos diste por satisfeito dos agravos e injurias da linhagem humana:
Eu te ofereço os méritos de sua morte e os de teu esclarecido mártir São Brás, que pela confissão de teu nome ofereceu sua vida em holocausto:
Eu te suplico me assistas com Vossa graça, para que cortando a cabeça a meus vícios e paixões, possa oferecer-me como sacrifício em odor de suavidade no altar da glória, e me concedas o que te peço nesta Novena para glória e honra vossa. Amém.
Rezar três Pai-Nossos e Ave-Maria em reverência a Santíssima Trindade.
Terminar com a oração final para todos os dias.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013


Viveu em Roma, onde foi martirizada em 317. Nobre, descendia da poderosa família Cláudia e desde pequena foi educada pelos pais na fé cristã. Cresceu virtuosa e decidiu consagrar sua pureza a Deus, resistindo às investidas dos jovens mais ricos da nobreza romana, desejosos de seu amor.
Tinha 13 anos quando foi cobiçada, por sua extraordinária beleza, riqueza e virtude, pelo jovem Fúlvio, filho do Prefeito de Roma, Semprônio. Como o rejeitou, Inês foi levada a julgamento e obrigada a manter o fogo sagrado aceso de um templo dedicado à Vesta, deusa romana do lar e do fogo, o que recusou-se a fazer, dizendo: "Se recusei seu filho, que é um homem vivo, como pode pensar que eu aceite prestar honras a uma estátua que nada significa para mim? Meu esposo não é desta terra" (Jesus Cristo). "Sou jovem, é verdade, mas a fé não se mede pelos anos e sim pelos sentimentos. Deus mede a alma, não a idade. Quanto aos deuses, podem até ficar furiosos, que eu não os temo. Meu Deus é amor." Por isso foi condenada a ser exposta nua num prostíbulo no Circo Agnolo (hoje praça Navona, onde se ergue a Basílica de Santa Inês in Agone). Diz a história que, introduzida no local da desonra, uma luz celestial a protegeu e ninguém ousou aproximar-se dela. Seus cabelos cresceram maravilhosamente cobrindo seu corpo. Ao ser defendida por um anjo guardião, um dos seus lascivos pretendentes caiu morto, mas a santa, apiedada, orou a Deus e o ressuscitou. Temeroso, o Prefeito Simprônio passou o caso ao seu cruel substituto, Aspásio. Após novo interrogatório, a menina foi condenada a morrer queimada. As chamas também não a tocaram, voltando-se contra seus algozes e matando muitos deles. Foi por fim decapitada, a mando do vice-prefeito de Roma, Aspásio.
Seus pais sepultaram seu corpo num terreno próximo da Via Nomentana, onde a princesa Constantina, filha do imperador Constantino mandou erguer a majestosa basílica de Santa Inês Fora dos Muros, palco de grandes milagres por intermédio da santa virgem.
A história conta que oito dias depois da morte, apareceu em grande glória aos pais que rezavam em seu túmulo, segurando um cordeirinho branco e cercada de muitas virgens e anjos e anunciou-lhes sua grande felicidade no céu.

domingo, 13 de janeiro de 2013

Santo Antão dia 17 de janeiro

Dia de Santo Antão

A estória de Santo Antão do Deserto

O fundador do monaquismo cristão nasceu em 251, na Tebaida, no Alto Egipto, e faleceu em 356, com 105 anos de idade. Os que adoptaram o seu modo de vida chamam-se eremitas ou anacoretas.

Seus pais eram cristãos abastados da nobreza. Quando menino viveu com os pais, conhecendo apenas a família e a casa; não quis ir à escola, desejando evitar a companhia dos outros meninos; seu único desejo era levar uma simples vida no lar.

Depois da morte dos pais ficou sozinho com a irmã, muito mais nova. Tinha então uns 18 a 20, e cuidou da casa e da irmã. Menos de 6 meses depois da morte dos pais, ia, como de costume, a caminho da igreja. Enquanto caminhava, ia meditando e refletia como os apóstolos deixaram tudo, e seguiram o Salvador; como os fiéis vendiam o que tinham e o punham aos pés dos Apóstolos para distribuição entre os necessitados.

Pensando estas coisas, entrou na igreja. Aconteceu que nesse momento se estava lendo o evangelho, e ouviu a passagem em que o Senhor disse ao jovem rico:

"Se queres ser perfeito, vende o que tens e dá-o aos pobres, depois vem, segue-me e terás um tesouro no céu".

Como se Deus lhe houvera proposto a lembrança dos santos, e como se a leitura houvesse sido dirigida especialmente a ele, Antão saiu imediatamente da igreja e deu a propriedade que tinha de seus antepassados: trezentas "aruras", terra muito fértil e formosa. Não quis que nem ele nem sua irmã tivessem algo que ver com ela. Vendeu tudo o mais, os bens móveis que possuía, e entregou aos pobres a considerável soma recebida, deixando só um pouco para a irmã.

De novo, porém, entrando na igreja, ouviu aquela palavra do Senhor no evangelho:

"Não se preocupem com o amanhã".

Não pôde suportar maior espera, mas foi e distribuiu aos pobres também este pouco. Colocou a irmã entre virgens conhecidas e de confiança, entregando-a para que a educassem. Então ele dedicou todo seu tempo à vida ascética.

Domingo do Batismo do Senhor

Nos evangelhos, os relatos do batismo de Jesus são sempre precedidos por informações sobre João Batista e seu ministério[12][13][14]. Neles, João pregava pela contrição e pelo arrependimento para remissão dos pecados e encorajava as esmolas para os pobres (como em Lucas 3:11) conforme ele ia batizando as pessoas na região do Rio Jordão, próximo da Pereia, por volta do início do período conhecido como ministério de Jesus. O Evangelho de João (João 1:28) especifica "Betânia, além do Jordão", ou seja Bethabara, na Pereia, quando ele se refere pela primeira vez a ele e, depois, João 3:23 se refere a mais batismos num lugar chamado "Enom, perto de Salim" "porque havia ali muitas águas"[15][16].
Os quatro evangelhos não são as únicas referências ao ministério de João na região do Jordão. Em Atos 10:37-38, Pedro se refere a como o ministério de Jesus se iniciou "depois do batismo que pregou João"[17]. Nas Antiguidades Judaicas (18.5.2[18]), o historiador judeu do século I Flávio Josefo também escreveu sobre João Batista e sua morte na Pereia[19][20].
Nos evangelhos, João já vinha profetizando (como em Lucas 3:16) a vinda de alguém "mais poderoso do que eu"[1][21]. Paulo também se refere a esta antecipação por João em Atos 19:4[22]. Em Mateus 3:14, ao se encontrar com Jesus, João diz: "Eu é que preciso ser batizado por ti, e tu vens a mim?". Porém, Jesus o convence a batizá-lo mesmo assim[23]. Na cena batismal, após Jesus emergir da água, o céu se abre e uma "voz divina" diz: "Tu és o meu Filho dileto, em ti me agrado.". O Espírito Santo então descende sobre Jesus na forma de uma pomba em Mateus 3:13-17, Marcos 1:9 e Lucas 3:21-23[1][21][23]. Em João 1:29-33, ao invés de uma narrativa direta, encontramos João Batista testemunhando o evento[1][2].
Este é um dos casos nos evangelhos onde uma voz divina chama Jesus de "Filho", sendo a outra durante a transfiguração de Jesus[24][25].
Após o batismo, os evangelhos sinóticos seguem descrevendo a tentação de Jesus, mas João 1:35 narra o primeiro encontro entre Jesus e dois de seus futuros discípulos, que eram na época discípulos de João Batista[26][27]. Nesta narrativa, no dia seguinte, João Batista vê Jesus novamente e o chama de Cordeiro de Deus e "Os dois discípulos, ouvindo dizer isto, seguiram a Jesus"[17][28][29]. Um deles é chamado de André, mas o nome do outro não é revelado. Raymond E. Brown levanta a hipótese de que o outro poderia ser o autor do Evangelho de João, João Evangelista[2][30]. Seguindo na narrativa, os dois agora passaram a ser discípulos de Jesus daí em diante e trazem outros para o grupo. Eventualmente, em Atos 18:24 até Atos 19:6, estes discípulos terminam por se misturar ao corpo maior de seguidores de Jesus[2][26].

HOMILIA DE BENTO XVI PARA ESTE DOMINGO DO BATISMO DO SENHOR

Queridos irmãos e irmãs,

A alegria surgida na celebração do Santo Natal encontra hoje cumprimento na festa do Batismo do Senhor. A esta alegria vem acrescentado um outro motivo para nós que estamos aqui reunidos: no sacramento do Batismo que daqui a pouco administrarei a estes bebês se manifesta de fato a presença viva e operante do Espírito Santo que, enriquecendo a Igreja com novos filhos, a vivifica e a faz crescer, e com isso não podemos não nos alegrar. Desejo dirigir uma especial saudação a vós, queridos pais, padrinhos e madrinhas, que hoje testemunham a vossa fé solicitando o Batismo para estas crianças, para que sejam geradas à vida nova em Cristo e comecem a fazer parte da comunidade dos crentes.

A história evangélica do batismo de Jesus, que hoje ouvimos segundo a narração de São Lucas, mostra o caminho de redução e humildade que o Filho de Deus escolheu livremente para aderir ao desígnio do Pai, para ser obediente à sua vontade de amor para o homem em tudo, até o sacrifício na cruz. Tornado então homem, Jesus inicia o seu ministério público indo para o rio Jordão para receber de João um batismo de arrependimento e de conversão. Acontece aquilo que aos nossos olhos poderia parecer paradoxal. Jesus precisou de arrependimento e conversão? Certamente não. No entanto, propriamente Aquele que é sem pecado coloca-se entre os pecadores para fazer-se batizar, para cumprir este gesto de penitência; o Santo de Deus se une a quantos se reconhecem necessitados de perdão e pedem a Deus o dom da conversão, isso é, a graça de voltar-se a Ele com todo o coração, para ser totalmente seu. Jesus quer colocar-se do lado dos pecadores, fazendo-se solidário com esses, exprimindo a proximidade de Deus. Jesus se mostra solidário conosco, com o nosso esforço de nos convertermos, de deixar os nossos egoísmos, de separar-nos dos nossos pecados, para dizer-nos que se O aceitamos na nossa vida, Ele é capaz de levantar-nos e nos conduzir a Deus Pai. E esta solidariedade de Jesus não é, por assim dizer, um simples exercício da mente e da vontade. Jesus imergiu-se realmente na nossa condição humana, a viveu até o fim, exceto no pecado, e é capaz de entender a fraqueza e a fragilidade. Por isto Ele se move pela compaixão, escolhe “sofrer com os homens”, fazer-se penitente junto a nós. Esta é a obra de Deus que Jesus quer cumprir: a missão divina de curar quem está ferido e remediar quem está doente, tomar sobre si o pecado do mundo.

O que acontece no momento em que Jesus se deixa batizar por João? Diante deste ato de amor humilde da parte do Filho de Deus, se abrem os céus e se manifesta visivelmente o Espírito Santo sobre forma de pomba, enquanto uma voz do alto exprime a complacência do Pai, que reconhece o Filho unigênito, o Amado. Trata-se de uma verdadeira manifestação da Santíssima Trindade, que dá testemunho da divindade de Jesus, do seu ser o Messias prometido, Aquele que Deus mandou para libertar o seu povo, para que seja salvo (cfr Is 40,2). Realiza-se assim a profecia de Isaías que ouvimos na Primeira Leitura: o Senhor Deus vem com poder para destruir as obras do pecado e o seu braço exerce o domínio para desarmar o Maligno; mas tenhamos em mente que este braço estendido na cruz e que o poder de Cristo é o poder Daquele que sofre por nós: este é o poder de Deus, diferente do poder do mundo; assim vem Deus com poder para destruir o pecado. Realmente Jesus age como o bom Pastor que apascenta o rebanho e o reúne, para que não seja disperso (cfr Is 40,10-11), e oferece a sua própria vida para que tenha vida. É pela sua morte redentora que o homem é libertado do domínio do pecado e é reconciliado com o Pai; é pela sua ressurreição que o homem é salvo da morte eterna e é feito vitorioso sobre o mal.
Queridos irmãos e irmãs, o que acontece no Batismo que daqui a pouco administrarei às vossas crianças? Acontece propriamente isto: serão unidos de modo profundo e para sempre com Jesus, imersos no mistério deste seu poder, isto é, no mistério da sua morte, que é fonte de vida, para participar da sua ressurreição, para renascer a uma vida nova. Então o prodígio que hoje se repete também para as vossas crianças: recebendo o Batismo, esses renascem como filhos de Deus, participantes da relação filial que Jesus tem com o Pai, capaz de dirigir-se a Deus chamando-O com plena segurança e confiança: “Abbá, Pai”. Também sobre as vossas crianças o céu está aberto, e Deus diz: estes são os meus filhos, filhos da minha complacência. Inseridos nesta relação e libertados do pecado original, esses se tornam membros vivos do único corpo que é a Igreja e são capazes de viver em plenitude a sua vocação à santidade, de forma que possa herdar a vida eterna, obtida a partir da ressurreição de Jesus

Queridos pais, no solicitar o Batismo para os vossos filhos, vós manifestais e testemunhais a vossa fé, a alegria de ser cristãos e de pertencer à Igreja. É a alegria que vem da consciência de ter recebido um grande presente de Deus, a fé precisamente, um presente que nenhum de nós pôde merecer, mas que nos foi dado gratuitamente e ao qual respondemos com o nosso “sim”. É a alegria de reconhecer-nos filhos de Deus, de descobrir-nos confiados às suas mãos, de sentir-nos acolhidos em um abraço de amor, do mesmo modo que uma mãe apoia e abraça o seu filho. Esta alegria, que orienta o caminho de cada cristão, é baseada em um relacionamento pessoal com Jesus, um relacionamento que orienta toda a existência humana. É Ele de fato o sentido da nossa vida, Aquele sobre o qual vale a pena ter fixo o olhar, para ser iluminados pela sua Verdade e poder viver em plenitude. O caminho de fé que hoje começa para estas crianças se baseia por isso em uma certeza, sobre a experiência de que não há nada maior que conhecer Cristo e comunicar aos outros a amizade com Ele; somente nesta amizade revela-se verdadeiramente o grande potencial da condição humana e podemos experimentar isso que é belo e que liberta (crf Homilia na Santa Missa pelo início do pontificado, 24 de abril de 2005). Quem fez esta experiência não está disposto a renunciar à própria fé por nada neste mundo.

A vós, queridos padrinhos e madrinhas, a importante tarefa de apoiar e ajudar o trabalho educativo dos pais, estando ao lado deles na transmissão da verdade da fé e no testemunho dos valores do Evangelho, no fazer crescer estas crianças em uma amizade sempre mais profunda com o Senhor. Saibam sempre oferecer a elas o vosso bom exemplo, através do exercício das virtudes cristãs. Não é fácil manifestar abertamente e sem compromissos isso em que se crê, especialmente no contexto em que vivemos, diante de uma sociedade que considera sempre fora de moda e fora de tempo aqueles que vivem da fé em Jesus. Na esteira dessa mentalidade, pode estar também entre os cristãos o risco de entender o relacionamento com Jesus como limitante, como algo que mortifica a própria realização pessoal; “Deus é visto como o limite da nossa liberdade, um limite a eliminar a fim de que o homem possa ser totalmente ele mesmo” (A infância de Jesus, 101). Mas não é assim! Esta visão mostra não ter entendido nada do relacionamento com Deus, porque propriamente mão a mão que se procede no caminho da fé, se compreende como Jesus exerce sobre nós a ação libertante do amor de Deus, que nos faz sair do nosso egoísmo, de ser transformados em nós mesmos, para nos conduzir a uma vida plena, em comunhão com Deus e aberta aos outros. “ “Deus é amor; quem permanece no amor permanece em Deus e Deus permanece nele” (1 Jo 4, 16). Estas palavras da Primeira Carta de João exprimem com singular clareza o centro da fé cristã: a imagem cristã de Deus e também a consequente imagem do homem e do seu caminho” (Enc. Deus caritas est, 1).

A água com a qual estas crianças serão marcadas em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo as imergirá naquela “fonte” de vida que é o próprio Deus e que as tornará seus verdadeiros filhos. E a semente das virtudes teologais, infundida por Deus, a fé, a esperança e a caridade, sementes que hoje são colocadas no coração delas pelo poder do Espírito Santo, deverão ser alimentadas sempre pela Palavra de Deus e pelos Sacramentos, de forma que estas virtudes do cristão possam crescer e atingir a plena maturidade, para fazer de cada uma delas um verdadeiro testemunho do Senhor. Enquanto invocamos sobre estes pequenos o derramamento do Espírito Santo, os confiamos à proteção da Virgem Santa; ela os proteja sempre com a sua materna presença e os acompanhe em cada momento das suas vidas. Amém.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

São Sebastião da Capela




São Sebastião


Novena em honra a São Sebastião






São Sebastião, rogai por nós.
São Sebastião, rogai por nós.
São Sebastião, rogai por nós.
Ó glorioso mártir São Sebastião, Vós que derramastes Vosso sangue e destes a Vossa vida em testemunho da fé, em Nosso Senhor Jesus Cristo.
Ó glorioso mártir São Sebastião, alcançai deste mesmo Senhor, a graça de sermos vencedores dos nossos verdadeiros inimigos, o ter, o poder e o prazer.
Ó glorioso mártir São Sebastião, protegei com a Vossa intercessão, livrai-nos de todo o mal, de toda a epidemia corporal, moral e espiritual. Fazei que se convertam para Jesus aqueles que se perderam na fé, ajudai que o justo persevere até o fim na fé.
Ó Deus eterno, que pela intercessão de São Sebastião Vosso glorioso mártir, encorajastes os cristãos encarcerados e livrastes cidades inteiras do contágio da peste, atendei hoje nossas súplicas que confiantes Vos apresentamos.
Socorrei-nos em nossas necessidades, alivie-nos nas nossas angústias, livre-nos das enchentes, proteja os agricultores, guarde as lavouras.
Pedimos também, ó glorioso São Sebastião, curai os doentes e livrai-nos do contágio.
São Sebastião, jovem discípulo de Jesus, rogai por Nós!
São Sebastião, jovem discípulo de Jesus, rogai por Nós!
São Sebastião, jovem discípulo de Jesus, rogai por Nós!
Amém.